• Nova Folha Regional

Coluna do Galvani

HOMENAGEM AO BRASIL

É uma homenagem ao Brasil, pois a vila de Belmonte, hoje com pouco mais de 8.600 habitantes, sede de um município com 118,76 km2 de área, é a terra natal de Pedro Álvares Cabral, o “descobridor oficial” do nosso país.

É preciso hoje compreender que a visão dos países europeus com relação ao nosso, (que aliás, primeiro teve outras denominações em 1500) era no dia 26 de abril de 1500 distante e sonhado por futuros habitantes ou não, uma prodigiosa terra, representativa de outra realidade.

Hoje é a sede do município de Belmonte no distrito de Castelo Branco, na província da Beira Baixa, região do Centro e sub-região das Beiras e Serra da Estrela.

O município é subdividido em 4 freguesias, é a linguagem de lá. Limitado ao norte pela Guarda, a leste por Sabugal, a sudoeste por Fundão e a oeste pela Covilhã.

É uma vila portuguesa, na província da Beira Baixa, região do Centro do país e quase se diria “escondida”.

Pois é, mas nos primeiros dias de Brasil, aquela quantidade de freis que haviam viajado a bordo da esquadra capitaneada por Pedro Álvares Cabral, montou um altar ao ar livre em Porto Seguro, aliás na localidade que ficou conhecida com este nome e, com os índios misturados aos marinheiros lusos, assistiram à primeira missa no futuro país. Ou colônia. Vera Cruz, depois Terra de Santa Cruz, hoje Brasil.

O que sempre foi muito forte em Belmonte e hoje é um destaque indiscutível, é o tamanho da comunidade judia, proporcionalmente muito maior que qualquer outra região portuguesa e de muitas zonas europeias.

É assim Belmonte, terra de Pedro Álvares Cabral, e local de origem de muitos portugueses que vieram para o mais tarde chamado Brasil e primeira etapa da enorme conquista lusitana.

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E foi então que, trabalhando no texto que resultou em “NAU CAPITÂNIA”, livro editado pela Record na metade de 1999 e reeditado no finzinho de 2000 e nos anos posteriores em sucessivas edições em Portugal e no Brasil, “incorporamos o personagem, durante a composição da narrativa, a ponto de termos podido oferecer, além do Cabral revelado pelos documentos, aquele que intuímos das lacunas e sugestões, conteúdos tácitos ou implícitos daquilo que a história oficial muitas vezes disfarça. Esperamos que esse elemento seja mais uma contribuição para o debate. Em todos os sentidos, para compreender melhor o nosso país, é bom que se saiba como e com quem começamos.”



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