Coluna Walter Galvani

DIA, SEMANA E MÊS DA IMPRENSA
  • Walter Galvani


Honoré de Balzac é ótimo, mas é preciso condená-lo de saída, por esta posição ridícula que se caracteriza pela frase de que, se a “Imprensa não existisse, seria preciso não inventá-la.” Pena que ligou um nome tão ilustre à uma posição tão discutível.

Quem não tem os seus tropeços... Eu mesmo, bato na cabeça, porque em minha juventude, tão dispersiva quanto todas ou a maioria delas, deixei de cumprir minhas missões e tarefas e desperdicei as horas que poderia ter empregado na defesa da difusão das boas ideias e da imaginação; Não o fiz e escorreguei pelos descaminhos da vida, mas é certo que venho dos meus anos mais verdes me dedicando ao aperfeiçoamento nesta nobre missão.

De fato, o que podia fazer depois de 1955? Me aperfeiçoar sempre mais. E como? Com muita leitura e muita prática, para ver no que daria aquela inclinação que apenas me nascera nos bancos do Colégio São Luiz de Canoas, onde tive a oportunidade de lutar para ajudar a produzir, um pequeno veículo que se chamava, justamente, “Ecos de São Luiz”. Foi lá, portanto, depois do início dos anos cinquenta e com o apoio e atenção dos Irmãos Lassalistas, que me atirei por esta, digamos, vocação. Que para enriquecer nunca serviu...

Quando digo Lassalistas, devo salientar sempre o papel preponderante do Irmão Henrique Justo, que foi ele só uma instituição, servindo de apoio, auxílio, mestre orientador e apoio inigualável. Ah sim, tinha outros “irmãos” mas nenhum com a expressão e extensão que teve o “Henrique”.

Foi assim mesmo, no glorioso edifício do centro de Canoas, próximo à estação do trem, com o seu “Salão Nobre” do sexto andar e o pátio, das inesquecíveis “peladas”daquela época.

O amor e a dedicação dos Irmãos e a severidade deles e a seriedade, que nos ajudaram, a mim e as todos os que estavam na mesma “canoa”, para alcançar um pouco da seriedade da pesquisa e alguma eloquência necessária para produzir meia dúzia de textos com o nível adequado.

Lembro a emoção com que vi meu primeiro texto! Depois, as demais experiências canoenses e, finalmente a chegada ao “Correio do Povo”, por obra e graça do meu colega de ginásio, Lineu Medina Martins.

Foi esse o caminho, que não negarei nunca.

Depois, “Correio do Povo”, seção de esportes, editor Cid Pinheiro Cabral.


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Que mestres e amigos! Não os esquecerei jamais e sei o quanto devo a eles e à “Revista do Globo”, a “Rádio Guaíba” e outros veículos fundamentais em minha vida profissional...
E aqui estou. Lendo tudo o que me chega às mãos, treinando cm textos e textos que às vezes, nem são publicados.
Mas, que aqui estão. Sempre passando um pouco do testemunho do que vi, viví, li e ouvi desde fevereiro de 1955.
Para mim, portanto, passou esta semana o Dia e o mês da Imprensa!

**Integra a Academia Riograndense de Letras, autor de diversos livros e patrono das Feiras do Livro de Guaíba e Poa

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