Outro Olhar

Presente de aniversário
Valmir Michelon

Neste sábado, 29, completo mais um ano de vida. São 32 anos de vida em Guaíba. Parece que foi ontem que aqui cheguei. Guaíba era para ser uma parada para depois ir atrás de outros projetos na vida. Foi aqui que exerci e sigo no jornalismo e o magistério há mais de 25 anos. Grato a vida, a cada momento. Foram muitas pedras e das grandes que surgiram no meu caminho nesta cidade das quais nunca não imaginava encontrar .

Tendo que sair de casa ainda criança, longe do convívio familiar diário, sem saber o que esse mundo me preparava pela frente, tive muitas pessoas que supriram a função dos irmãos e dos pais com os quais convivi diariamente até os 11 anos.

Depois disso, os encontros, o convívio, as conversas e conselhos ocorriam nas tão esperadas férias de final de dezembro a março, até a chegada a Guaíba, onde os dias de visita tiveram que ser encurtados em função da nova rotina da vida. Grato ao meu pai falecido, a minha mãe que não a vejo desde o início da pandemia.

Fico a pensar num presente que gostaria ter ou dar neste meu aniversário. Desejaria poder ajudar a tantas pessoas que vivem maiores dificuldades que eu, com fome, sem rumo e que precisam de uma luz neste momento tão complexo. Gostaria de poder receber neste aniversário ou dar muitos abraços, mas a pandemia ainda não nos permite. Mas há um presente que só eu posso me dar ou dar: envolve a minha mãe: Estar mais presente e perto dela e dos irmãos. Passar uma semana com ela, fugir um pouco dessa rotina que nos aprisiona, nos afasta da família e de tantas pessoas que um dia foram importante na nossa vida. Esse presente terá que esperar mais umas semanas ou meses. Espero que a vacine chegue para todos e que eu, como tantos, possamos rever o quanto antes as nossas famílias.

Obrigado a acolhida na cidade, a todos que me aguentam, me entendem e me apoiam nos meus sonhos, não me abandonaram nos momentos mais complexos ou simples da vida.


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