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Recortes cotidianos

Mas quem compra

os presentes de Natal?

Natália Carvalho*

naticarvalhoo@gmail.com


Dia desses li um texto bem interessante sobre o Papai Noel, esse personagem que divide opiniões. Alguns adultos - poucos dos que conheço, é verdade. Para falar a verdade, nem lembro de nenhum -, são contra falar para crianças sobre a “existência” do Bom Velhinho. O consideram uma farsa, uma mentira. Acreditam que, desde sempre, as crianças devem saber quem são os verdadeiros compradores dos presentes.
O texto que li, era um diálogo entre uma criança de sete ou oito anos que questionava o pai sobre a verdadeira identidade do Papai Noel, possivelmente motivado por colegas da escola, que já haviam descoberto “a verdade”. Então, o pai dá uma resposta muito bonita. Quando o filho questiona se durante todos aqueles anos em que ele acreditou em Papai Noel, na verdade eram os familiares quem davam os presentes, o adulto respondeu que sim.
A criança ficou sabendo que durante seus primeiros anos de vida, os pais o presentearam sem esperar qualquer coisa em troca. Eles não queriam reconhecimento, não queriam nada além de poder ver o brilho nos olhos infantis, maravilhados com a surpresa. Queriam ser meros espectadores daquele momento mágico que é uma criança abrindo seus presentes debaixo da árvore de Natal.
E o menino entendeu que o sentido do Natal é esse: época de doar sem esperar nada em troca. Período de se entregar para o próximo, de fazer o bem, de querer ver as pessoas felizes. O menino entendeu que o Papai Noel não é alguém, mas sim aquela magia que transforma todos nós em um pouquinho de Noéis. Alguém vai me dizer que deveríamos fazer isso durante o ano todo e eu concordo. Mas durante o ano todo estamos ocupados demais com outras coisas.
No fim do ano, fazemos uma espécie de pausa para avaliar todo o ano que passou. Analisamos nossos erros e acertos, pensamos o que podemos fazer de diferente nos próximos meses e traçamos metas para alcançar os objetivos. Se eu puder dar uma sugestão, é: olhem para trás, mas não se cobrem. Todos nós fizemos o melhor que pudemos, de acordo com as condições que tínhamos.
Se perdoem pelo que acham que poderiam ter feito de diferente. Passado é passado, não volta, não pode ser mudado. Já o futuro sim, pode ser planejado, mesmo que muitas vezes precisemos mudar a rota. Mas tudo que existe é o presente. O tempo onde podemos fazer algo é o hoje. Então, aproveitem: contemplem a família reunida, as gargalhadas, os abraços, as crianças abrindo os presentes entregues pelo Papai Noel, mesmo que, no fundo, elas saibam quem são os verdadeiros compradores. A gente não precisa de reconhecimento, a gente precisa aprender a contemplar a magia que existe nos pequenos detalhes.

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