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Jorge Cabral

A Marvada Carne
JORGE CABRAL -Advogado e escritor

A Marvada Carne foi título do filme nacional de 1985, do diretor André Klotzel, cuja narrativa cômica, foi ambientado no interior paulista, onde uma jovem chamada CarULA queria casar-se, encontra no personagem nhô Quim a possibilidade de realizar o sonho do matrimônio.

O rapaz havia recém chegado na cidade, também, tinha como objetivo encontrar uma noiva, além disso tinha como objetivo, comer carne de vaca. Além da comicidade e do folclore dos erros de português nos diálogos divertidos que traz a história, mostra no personagens matutos, enfrentamento na dificuldade de se ambientarem com o moderno, repetindo o mesmo discurso antigo tradicional e ultrapassado das cartilhas antigas, nem lidas, pela falta de alfabetização, resistindo as mudanças sociais econômicas. CarULA para assegurar o elegido, mente dizendo que seu pai possui um boi e que brevemente todos comerão daquela carne.

Interessado em seu objetivo, Quim aceita a moça elegendo-a como futura esposa. No entanto, Quim descobre a mentira e parte para cidade grande em busca de seu sonho na realização, em comer a maldita carne de gado. Só conseguindo ao final seu intento depois de roubá-la do açougue do mercado e correr como ladrão. A esperança do povo, às vezes é torcer para que as mentiras se confirmem como mentiras, ante as promessas quiméricas utópicas, desde que permaneça a liberdade como esperança. No entanto, se o estreitamento das relações radicais da América do Sul, se mostrarem verdadeiras , basta olhar a escassez nesses países em relação a tudo e a alimentação. Ao que tudo indica pelo passado e pelo ranço da repetição dos defensores do povo humilde, continuarão lambendo a sola dos banqueiros e de empresários que lhes convém, sublimando as promessas através de óbolos dos programas sociais. Afinal como as lideranças dizem: “O pobre se contenta com pouco”. Continuarão privilegiando a máquina administrativa, com as regalias da carne nobre, pois merecedores dos tratamentos diferenciados dos demais trabalhadores. Prometeu na mitologia, concedeu ao homem o fogo do conhecimento, talvez tenha dado em dose insuficiente para iluminar a razão e não só aos interesses.

Perguntado por um ditador certa vez ao conselheiro, este disse que tinha duas notícias a dar, uma boa, que o povo iria comer estrume. Outra ruim, que iria faltar. Talvez Prometeu , contribua com seu estoque interminável de fígado para aplacar a fome não só dos abutres, mas da população. Ah! quanto a picanha, continuará sendo a futura promessa da próxima campanha. Como na última frase do filme, onde as histórias se repetem, menciona que toda história entra e sai por uma ou outra porta, quem quiser que conte outra.

Jorge Claudio Cabral

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