Atividade na Ilha Pedras Brancas está sendo organizada para o dia 2 de fevereiro, junto à gruta de Nossa Senhora dos Navegantes existente no local há mais de cinco décadas.
Desde 2007, quando a imagem foi alvo de vandalismo, católicos promovem atividades junto à gruta. No ano passado foi uma das primeiras ações que marcaram duas décadas da cedência da Ilha para Guaíba pela Secretaria de Turismo do Estado e 10 anos do tombamento da Ilha pelo Estado.
Essa será a 18.ª edição de visitação e celebração de Navegantes da Ilha. Além de atletas de canoagem, pescadores e proprietários de jet ski e embarcações menores estão sendo convidados para o evento que integra fé, ambiente e memória. Neste ano contará com a presença do Barco Seival. Interessados em participarem com embarcações ou irem com o Seival, contatos pelo fone/WhatsApp 996167059. Vagas limitadas.


DADOS DA ILHA
No século XIX viajantes europeus descreveram a singularidade da pequena ilha rochosa localizada na entrada da cidade de Porto Alegre.
Em 1821, Auguste de Saint-Hilaire registrou que os rochedos eram chamados Ilha de Pedras Brancas. Em 1831, dirigindo-se ao presidente da província, a câmara municipal de vereadores cogitou construir a casa da pólvora de porto alegre em uma ilha, a construção ocorreu entre 1857 e 1860.
O paiol de pólvora instalado na ilha das Pedras Brancas, sob administração do Ministério da Guerra, atendia às demandas do exército imperial na província. A casa da pólvora teria funcionado até 1930, quando foi abandonada pelos militares por conta da umidade que inutilizava o material armazenado.
Na década seguinte, as edificações foram adaptadas para a instalação do laboratório de pesquisa para o desenvolvimento de vacinas contra a peste suína, epidemia que assolou o estado na época. Vinculado à secretaria de estado da agricultura, funcionou ali durante cerca de cinco anos.
A partir de 1956, as instalações da ilha passaram a ser ocupadas por um presídio comum, recebendo acusados de pequenos furtos, usuários de drogas e doentes mentais e ficou conhecida como ilha do presídio. Com o golpe civil-militar de 1964, a ilha passa ser usada como presídio político.
Em 1965, o presídio foi desativado e reaberto em 1980 e foi definitivamente fechado em 1983.



Guaíba que teve a cedência de uso da Ilha e fez pedido de tombamento da Ilha em 2014 junto ao Iphae. O município através da prefeitura, Movimento Pro-cultura, Associação Amigos do Ambiente(AMA) e Guahyba Associação de Canoagem, entre outros já realizaram diversas ações no local, como visitações, estudos sobre a história , produções de curtas e entrevistas, exposições de fotografia e limpezas.
Projeto da nova orla da prefeitura prevê intervenção na Ilha Pedras Brancas que com a enchente perdeu o pier de acesso.
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