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Domingo, 19 de Abril de 2026

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Um frentista que viu Guaíba crescer

Preparando o Centenário, o jornal Nova Folha trará reportagens especiais sobre a história da cidade.

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Um frentista que viu Guaíba crescer
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Parte da história de Guaíba, que em 2026 celebra 100 anos de emancipação, passa pelo antigo posto Shell localizado na entrada da cidade. O estabelecimento acabou dando nome à região que hoje é conhecida como bairro Bom Fim. 
Na época, o posto ficava às margens da antiga Estrada Federal BR-2, que mais tarde se transformaria na BR-116. O local pertencia a Rafael Mussiro, que também mantinha uma borracharia e um restaurante, ponto de parada para viajantes e moradores da região. Por lá ingressavam tropas de gado que tinham como destino o Matadouro São Geraldo, erguido em 1927, um ano após a emancipação de Guaíba.. 
Entre as muitas histórias ligadas ao local está a de Walmir Ramos Machado, que no dia 2 de abril completa 94 anos. Natural de Bom Retiro, ele guarda na memória lembranças da infância na época em que funcionava a fábrica de papel Pedras Brancas. Segundo ele, seu pai chegou a plantar taquara, utilizada como matéria-prima pela indústria.
Naquele período, o pai de Walmir vinha a Guaíba duas vezes por mês, de charrete, para frequentar o Centro Espírita Discípulos de Cristo, instituição que o próprio Walmir continua frequentando até hoje. Apesar de ter estudado apenas até a terceira série, mantém o hábito da leitura da Bíblia e participa regularmente das atividades do centro espírita.
Filho do ex-vereador Álvaro José Machado — que hoje dá nome a uma rua no bairro Coronel Nassuca — Walmir mudou-se ainda jovem para Guaíba, fixando residência às margens da atual BR-116, área que posteriormente se transformaria no bairro Bom Fim. “Quando chegamos, havia apenas três casas”, recorda. Foi também ali que conseguiu emprego como frentista no posto Shell, onde trabalhou por 25 anos. Durante esse período, testemunhou diferentes fases do desenvolvimento da cidade, como a época das barcas e a chegada do asfalto na BR-116. Sua carteira de trabalho foi  assinada em 3 de janeiro de 1955.
Aos 94 anos, Walmir mantém boa saúde e uma rotina ativa. Vai ao mercado, toma seu chimarrão, faz caminhas. Ele é um dos quatro irmãos da família, pai de três filhos, avô de seis netos e bisavô de dez bisnetos.

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