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Um ano que faz pensar


A pandemia que parou o Planeta em 2020 trouxe uma série de reflexões sobre a sobrevivência humana. O homem, muitas vezes, no seu egoísmo, no lucro, tem desrespeitado o ambiente e o semelhante. A pandemia nos alerta que somente com a união de todos sairemos dessa. As máscaras tornaram-se uma peça importante no nosso dia-a-dia. Até que a vacina chegue, precisamos nos cuidar. O momento nos faz lembrar a história do porco espinho.
Conta-se que durante a era glacial, muitos destes animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente. Porém, os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos demais.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram.
Na pandemia as famílias tiveram que ficar mais tempo em casa, reaprender a viver com as diferenças. Os pais mais junto dos filhos e vice-versa. Mas a história também pode nos ajudar a pensar que somente com o esforço de todos, dos governantes e de cada cidadão é que a pandemia será vencida. Enquanto uns acham que o coronavírus não irá lhes atingir e não seguem as normas da saúde, o vírus vai se propagar e se fortalecer. A nossa sobrevivência dependerá dos esforços de todos.
Muito se falará desta pandemia. Buscaremos respostas: culpados pelas vidas perdidas, pela crise na economia, crise no ensino e pelas consequências deste momento. Somente o tempo dirá as ações certas e as erradas.
Mas o Planeta agradece o esforço dos profissionais da saúde em salvar vidas, aos pesquisadores, cientistas e pensadores que tem buscado uma luz neste período. Parecia que seria dois ou três meses. Já se passaram dez meses e precisaremos ter paciência, nos cuidar e cuidar uns aos outros para sobrevivermos, como mostra a história do porco espinho.
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Guaíba precisa avançar. Teremos uma mudança histórica na gestão da cidade. O atual prefeito José Sperotto teve um ano muito difícil em administrar uma cidade no meio de uma pandemia. Teve acertos e erros. A cidade poderia ter avançado mais. Todo o prefeito quer, ou deveria querer governar para todos e acredito como ele diz, ‘que a pandemia atrapalhou’. Ela foi umas das causas, mas teve outras.
Espero que o novo prefeito Marcelo Maranata e Cláudia Jardim possam cumprir as promessas e os sonhos dos guaibenses. Terminar uma gestão com uma pandemia não foi fácil, bem como iniciar uma gestão com ela não será.
Votos e o desejo que Marcelo e Claudia tenham muita lucidez, energia e força para encontrar as soluções que a cidade precisa. O momento é de união de esforços. O sucesso de uma gestão, representa a melhoria na vida para todos.
Parabéns aos que vestiram a camiseta de Guaíba na gestão que sai e parabéns ao novo prefeito por aceitar esse grande desafio de estar na frente de uma cidade. Guaíba confiou na proposta de Marcelo, Claudinha e do grupo de apoio.
Tem um ditado que diz que quem quer agradar a todos, não agrada a ninguém. Às vezes, como um pai precisa dizer não, um prefeito precisa ter claro o que quer e muitas vezes, precisa tomar decisões que não agradem a um, ou outro, pelo benefício de todos. O prefeito, como disse Maranata após a eleição, ‘não tem o direito de errar’. Para começar bem, precisa escolher pessoas certas nos lugares certos e ter um grupo unido que vista a camiseta de Guaíba : um dos grandes desafios nos primeiros meses de governo.
Obrigado aos leitores que me acompanharam neste ano. Votos de um Feliz e abençoado 2021, com muita paz, tolerância , paciência e saúde.

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