REAGIMOS TARDE MESMO

Nem sempre estamos prontos para a ação. Mas, sempre estamos prontos para achar que estamos prontos para tudo na vida. E é aí que se dão as cambalhotas e nos vamos pela estrada. Acontece com muita frequência de não estarmos mesmos habilitados e, no entanto, entendermos que somos uns ases no trabalho e na ação. Mas, não somos.

Pretensiosos? Isso somos com muita insistência, pois a vida não costuma nos perguntar se estamos aptos e é por, dá cá aquela palha que levamos um boléu e pronto, estamos no chão.

O pior é que isso é válido, tanto para a parte intelectual quando para a parte física e esse meio de mês me havia reservado, claro que sem aviso, um episódio desses.

Me estatelei, literalmente, no chão e ali fiquei. Precisei de auxílio para levantar-me e retomar a caminhada normal. Bem, vivendo e aprendendo - a gente costuma dizer - e eu penso que é a mesma coisa que penso a respeito do tal de “corona-virus”. Eu pelo menos levei um tempão para me da conta do que havia sucedido e outro tanto para tomar providências e reerguer-me;

Claro, uma vez de pé, estou pronto para novos desafios. mas acabei passando alguns dias no hospital. Nada de mais grave, mas assustador, isso sim. De pé outra vez. estou em condições de recomeçar a minha batalha diária que já tem 86 aninhos... É só cuidar para não tropeçar... E seguir em frente.

E reagir logo. Assim como o faço diante dos trambolhões do dia-a-dia. Levanta-te e anda dizia Jesus Cristo a seus discípulos e aos que precisava curar. Nada de ficar no chão ou fazendo cera, esperando para levantar e recomeçar a andar. Sem essa. O melhor mesmo é acreditar pra vale na conveniência e na necessidade de ficar de pé e sair por aí.

E isso vale para tudo. Para todos os momentos da vida. Mexa-se. E nada de ficar estendido.

Mas... e se lhe faltarem forças? Tire isso da cabeça e desenvolva um processo de reação rápida e lembre-se da frase Mario de Vargas Llosa - “Es caminando que se hace el camino! - siempre.”

Se ficarmos muito tempo no chão, podemos acabar gostando e então, vamos nos acostumando de ficar em baixo. E por baixo. No chão.

Também é possível, sempre, dizer adeus. Mas, se chegarmos a este estágio é porque chegou a nossa hora e aí, o jeito é partir agradecendo todo o tempo que nos foi propiciado pela suprema autoridade do universo para permanecer na superfície da terra. Foi bom. Mas ainda não está na hora de desistir. Pelo menos é o que penso.

Insisto, pois, em ficar mais um pouquinho por aqui. Acho que tenho mais o que dar. E vou fazer força, que é o principal.


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