Professores de Guaíba anunciam greve sanitária


O Sindicato dos Professores Municipais anunciou na segunda-feira,12, durante encontro com imprensa, uma greve sanitária. A paralisação mantém as aulas remotas, é contra o retorno presencial das escolas iniciada de forma escalonada desde o dia 8 de julho, a partir de um acordo entre Prefeitura de Guaíba e Ministério Público. Conforme o presidente do Sindicato, Pablo Gomes, categoria entende que o retorno não é seguro para a comunidade escolar pois as escolas, apontam falta treinamento para retorno e não contam com todos os epis adequados.” É desumano e irresponsável voltarmos neste momento de inverno e no meio da pandemia, sem que todos estejamos vacinados”, comentou.

O professor Bruno Azambuja justificou a greve que não ocorria desde 1993, pois segundo ele não há controle da pandemia. “Quem vai se responsabilizara por possíveis mortes de professor, funcionário e estudantes?”, questionou. “Quem está obrigando o retorno precisa ser responsabilizado caso tenhamos vítimas”, acrescentou. A categoria defende o retorno após a segunda dose e no final do inverno. “Estamos trabalhando na pandemia e atendendo os alunos, justificaram”, disse o presidente do Sindicato Pablo Gomes.
Para ele, o discurso que o retorno ajudará os pais que precisam trabalhar não procede, pois o retorno é escalonado com três vezes por semana e turno reduzido. Pablo, discorda com as justificativas sociais apresentadas para o retorno como se a escola fosse resolver questões da fome, agressões , em casa. ...”Estão jogando para a escola os problemas sociais que vem de anos”,comentou.
O sindicato criou comando de greve realizou reuniões com a prefeitura, com professores e diretores de escolas buscando ouvir a comunidade escolar.

Gastos

Os professores revelam que tem feito dívidas para melhor atender os alunos, sem nenhuma ajuda do Executivo, tendo que comprar computadores e contratar internet para melhor tender os estudantes. O sindicato criticou a prefeitura por não pagar a reposição salarial de 8,53%. A prefeitura tem alegado o não aumento por questões legais. O sindicato questiona o fato de outras cidades já terem pago índices, inclusive, algumas prefeituras administradas pelo PDT.

A Semana

Na quarta-feira, o comando de greve esteve reunido com a Secretária de Educação , Cláudia Jardim. Na reunião, a secretária informou a antecipação de vacina de 12 para 10 semanas. A secretária ressaltou que as escolas estão preparadas para o retorno e que estão acontecendo e treinamentos e que as direções de escola estão colocando em prática .

Em nota, o Comando de Greve reafiRmou que mantém o posicionamento de que os trabalhadores das escolas devem realizar as postagens na plataforma EducarWeb normalmente.

A prefeitura

Conforme a prefeitura de Guaíba, em nota divulgada no final de quinta-feira, 14, das 31 instituições da Rede Municipal de Ensino, 18 escolas não aderiram a greve até o momento, já as outras 13 manifestaram que há profissionais em greve. “Enquanto SME, sempre procuramos manter o diálogo aberto com o SPMG, atendendo todas as solicitações e demandas de reuniões. O dialogo tem acontecido desde o inicio da gestão, em inúmeras reuniões. Desde quando apresentado o comando de greve, no início da semana anterior, a SME já realizou reuniões com o comando, buscando negociações com a categoria”, diz a nota.

Conforme calendário da prefeitura, até o dia 20 devem retornar todas as turmas do ensino fundamental. No dia 24 de julho, inicia uma semana de recesso escolar.

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