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PELO DIA MUNDIAL DO POETA

por Dorotéo Fagundes

Acredito que nestes tempos de pandemia, que graças a Deus vai se exaurindo, desaparecendo como apareceu e de fato cumprindo o ditado popular de que diz: “Não há bem que sempre dure e nem mal que nunca acabe!”

Felizmente no meio das desgraças também há luz, pois nesse caso pandêmico, vejo pessoas se ligarem mais à literatura, creio inclusive que há gente que nunca leu uma poesia e agora anda lendo o resultado das inspirações humanas, bordadas de rimas, metáforas, imagens que fazem o leitor ao ser tocado pela mensagem poética, viajar sem sair do lugar.

Esse é o milagre dos poetas e poetisas, elevar as consciências, despertar com a sua arte, a sensibilidade das pessoas, por isso é lindo a gente entender um poema decifrando o seu sentido e aprendendo com ele.

Antigamente a poesia era cantada e acompanhada pela lira grega, daí a razão de pertencer ao gênero lírico da literatura. Aqui na pampa por 1700, surgiram os milongueiros, cantadores de poesias improvisadas que alegravam as pulperias, acompanhando pajadores, ambos contadores de histórias, fazendo de um jeito próprio o que se fazia na Grécia antiga.

A poesia é uma arte, logo o poeta é um artista que ainda está invisível, por isso a UNESCO na sua trigésima conferência em Paris, no dia 16 de novembro de 1999, declarou o 4 de outubro, o Dia Internacional do Poeta, provocando os povos civilizados valorizarem esse oficio de duas formas, espiritualmente estudando sobre poesia e materialmente consumindo mais poesia, assim fomentando a que os poetas sobrevivam da sua arte, que em maioria é tida como passatempo, esquecendo-se o leitor, que o produto vem da criação e do tempo do artista, que também tem valor econômico como o de todas profissões.

O Rio Grande do Sul é um território fértil em poetas de todos os gêneros, mas foi nas últimas cinco décadas, graças a corrente regionalista, projetada pelo movimento tradicionalista e festivais musicais nativistas, que ganhou um novo impulso em quantidade e qualidade poética, situando-se como exemplo nacional de reconhecimento a intelectualidade local, atitude que merece ser propagada, copiada e remunerada, porque o poeta e poetisa, também comem, vestem, moram, passeiam, formam família, estudam, compram livros, vão ao cinema, teatro, futebol, pagando igual a todos filhos de Deus, pois seu título não é moeda de compra, mas sua poesia é, para sustenta-lo dignamente.

Para pensar: A poesia é a linguagem da alma e o poeta o seu interprete!


Contado (51) 3499.2473 /gerencia@tarca.com.br

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