Outro Olhar/Valmir Michelon

Depois da chuva


Nestes dias de calor nada melhor que uma chuva. A natureza agradece e o ser humano também. Recordo da infância. Como era bom um banho de chuva no meio da roça, ou durante uma pescaria ver os pingos da chuva se confundirem com a água do rio. No meio da madrugada escutar o barulho da chuva no telhado coberto de tabuinhas feitas de araucárias centenárias e cortadas com machado. Uma partida de futebol no meio de uma chuva também tem seu valor.
Depois de uma chuva, é o melhor momento para saborear a uva num parreiral. Aliás, nada mais prazeroso que colher da árvore e comer uma fruta.
As fotografias normalmente ficam melhores em dias nublados ou depois de uma chuva. A água deixa tudo mais limpo e alegre. Queria poder voltar no tempo e tomar mais banhos da água da chuva, saborear uvas, correr no campo sem preocupação com o que comer, com dinheiro, entre tantas coisas materiais. Tudo isso nos faz lembrar um pouco a música de Raul Seixas:

“Eu perdi o meu medo

O meu medo

O meu medo da chuva

Pois a chuva voltando prá terra

Trás coisas do ar

Aprendi o segredo

O segredo, o segredo da vida

Vendo as pedras que choram

Sozinhas no mesmo lugar...”



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