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Outro olhar

Voltando a escrever

Valmir Michelon * Professor e Jornalista

O que nos leva a escrever? Necessidade de expressar sentimentos, opiniões, a contarmos histórias? São muitos os motivos que nos levam a escrever ou a deixar de escrever como o meu caso que há dois anos não escrevo neste espaço. Embora não tenha parado totalmente de escrever em virtude da rotina do jornal que nos obriga todos os dias a escrever algo. Há algum tempo deixei de escrever a coluna Outro Olhar por diversos motivos. Entre eles, a correria da vida em tempos de pós pandemia. Foquei mais na fotografia, que não deixa de ser uma forma de expressão e linguagem na qual transmitimos nossa visão da realidade. Além da linguagem verbal, precisamos entender a linguagem visual que cada vez mais domina a nossa vida. Teria tantas coisas a escrever sobre este período que me afastei de escrever o texto semanal.
Na última semana participei da organização de mais uma Semana do Livro e Incentivo à Leitura, no Instituto Gomes Jardim. Momento de muita emoção na reabertura da Biblioteca padre Vieira e inicio do projeto praça dos Livros Walter Galvani, que homenageia um dos grandes escritores do Estado que viveu seus últimos 20 anos em Guaíba e escreveu inúmeras obras e de certa forma juntamente com a sua esposa Carla Irrigaray motivou-me a escrever. Lembro-me de uma citação do escritor Cláudio Moreno, colocada no livro “Crônica, o vôo da palavra”, de Galvani, onde diz que “a verdadeira tortura é sentir e não dizer”. Com leitura e escrita podemos nos afastar e aliviar doenças mentais e ter um olhar diferente da nossa realidade.

Em tempo: Desde 2019, as bibliotecas da rede estadual estão fechadas. Na Escola Gomes Jardim, essa realidade estava mudando, mas agora querem tirar a professora que vinha fazendo um exemplar projeto no local. Como escreveu a professora Karine Bittenbender que vem atuado na biblioteca da escola. “Feche as bibliotecas e queimem os livros, é assim que os sonhos deles vão definhar até não existirem mais”, disse o deus do caos. Mas eu digo reajam! Peguem seus livros, abram as suas asas e voem, não desistam de reviver das cinzas a força que lhes dá luz à existência. Só a arte salva.”







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