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O ambientalista que desvendou a flora do Cerro São Maximiano

Nelson Matzenbacher morreu em 2017. Foi aviador, biólogo, professor e pesquisador




O Cerro São Maximiano, nas margens da BR 116, em frente do bairro Pedras Brancas, tem uma beleza singular que o professor Nelson Ivo Matzenbacher ajudou a preservar e catalogar a flora da área. O professor faleceu há dois anos e meio, aos 90 anos, em 2017 e deixou um grande legado para o Estado e Brasil, sendo um dos mais renomados biólogos do país.

Uma coletânea das espécies foram publicadas em 2011 no livro “Flórula da Fazenda São Maximiano”. A obra traz alguns estudos realizados no local por universitários e nos cursos de pós graduação e doutorados feitos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pela Pontifica Universidade Católica do RS e de outras instituições de ensino, inclusive, de outros Estados.

A obra apresenta as mais de mil espécies da flora encontrada na área. “É um espaço relativamente pequeno e encontra-se uma biodiversidade de espécies da Mata Atlântida, Alto Uruguai, depressão central e pampa”, comentou o professor durante reportagem feita pelo jornal Nova Folha em 2013. Algumas espécies novas lá encontradas foram batizadas pelos estudantes com o nome do professor .

No local, Matzenbacher chegou a plantar diversas espécies de eucaliptos buscando proporcionar que as abelhas tenham alimento o ano todo. No local há uma diversidade de insetos, aracnídeos, serpentes, aves e até bugios.









BREVE BIOGRAFIA: O professor, Nelson Ivo Matzenbacher nasceu a 19 de abril de 1927, em União da Vitória, Paraná. Veio para Porto Alegre, ainda na infância. Entrou na aviação em 1948. Foi Comandante da VARIG o que possibilitou conhecer diversos países. Matzenbacher fez curso de Biologia na PUCRs(1973). Realizou especialização e começou a lecionar na universidade. Deixou a aviação em 1977, depois de conhecer praticamente todo o Mundo através da aviação.



Herdou área em 1972 quando recebeu parte da área do sogro Miguel Machado. Aos poucos foi adquirindo novas áreas e chegando a ter 160 hectares, indo até o arroio Petim. Na PUC foi professor durante 25 anos e desde 2002 estava na UFRGs e orientava mestrandos e doutorandos na universidade. Desde 1977 participava da ASPRAN, entidade destinada à preservação de áreas naturais. Com um grupo de pessoas interessadas, adquiriu uma área no município de Mariana Pimentel, a qual constitui a Reserva Biológica do Cerro Negro, onde se mantém uma área de floresta estacional semidecidual.

Matzenbacher era casado com Lélia Machado Matzenbacher e deixou quatro filhas, nove netos e dez bisnetos. Faleceu em 22 de dezembro de 2017. Fotos Valmir Michelon









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