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Nova rotina na pandemia

Por Valmir Michelon/Professor de Filosofia/Jornalista/Fotógrafo


A pandemia tem mudado nossa rotina. Hoje todos estamos expostos ao vírus e a máscara virou uma peça fundamental do nosso dia a dia. Sem máscara, parece que falta uma peça de roupa no corpo. ‘Crime’ tornou-se não usar máscara, pois representa uma ameaça a saúde de outras pessoas.


Há seis meses, com a pandemia, reduzi o uso do transporte público, faço mais caminhadas até o Centro e isso permite observar detalhes nas ruas, da natureza e da cidade. Com as constantes chuvas tenho sido obrigado, às vezes, a chamar um táxi ou motorista de aplicativo. Cada vez que peço o serviço de transporte, encontro um motorista diferente. Alguns conhecidos outros não. Há os que puxam conversa, outros preferem o silêncio e eu também, as vezes prefiro o silêncio e planejo o dia no caminho. Alguns contam histórias da sua vida, entram e saem das nossas vidas em questão de minutos.


Assim é a vida. Nascemos, vivemos e quando menos esperamos perdemos conhecidos, amigos e parentes. Quanto mais envelhecemos, mais vamos a velórios e enterros. Parece que estamos nos preparando para a morte ou nos aproximando cada vez mais deste destino.
Com tantos sonhos sufocados, adoecemos antes. Gostaríamos de chegar ou passar dos 100 anos com saúde, com boa memória, sabedoria e sonhos realizados. Algo muito difícil neste nosso mundo e nesta cidade.

Enfim, a pandemia nos faz pensar na vida, na morte, nos nossos acertos, nos erros e da finitude da vida. Quanto mais sei, mais sei que nada sei, dizia o nosso filósofo Sócrates e quanto mais a vida passa, mais nos frustramos com as pessoas e a humanidade. A vida segue. O tempo, afinal, nada melhor que o tempo, quer estejamos vivos ou mortos. O tempo nos julgará pelo que lutamos, pelo que fizemos ou deixamos de fazer.




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