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Missa de Navegantes em Guaíba e a história da gruta na Ilha Pedras Brancas


Nesta sexta, 2, as 19h, na Igreja Matriz de Guaíba, acontece missa em homenagem a Nossa Senhora dos Navegantes.

EM POA:As homenagens em Porto Alegre, se iniciam às 7h, com uma missa na Paróquia Nossa Senhora do Rosário (rua Vigário José Inácio, 402 – Centro Histórico). A festa é promovida pela Arquidiocese de Porto Alegre com apoio da prefeitura.
Logo após, por volta das 8h, tem início a procissão com a imagem da santa pelas avenidas Mauá e Castelo Branco, com as presenças de autoridades eclesiais e políticas, além de milhares de devotos que percorrem as ruas até o Santuário dos Navegantes, próximo à antiga Ponte do Guaíba.
A expectativa é de que o cortejo chegue ao Santuário de Navegantes por volta das 10h. No local, estarão o reitor do Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes, Padre Remi Maldaner, e os demais membros da Arquidiocese de Porto Alegre. Às 10h30, inicia uma missa campal, celebrada pelo arcebispo metropolitano Dom Jaime Spengler.
Depois, serão rezadas missas em homenagem a Nossa Senhora dos Navegantes, ao longo da tarde, e a entronização da imagem ao entardecer, com encerramento da festa previsto para as 19h.

SAIBA MAIS:

GRUTA NA ILHA PEDRAS BRANCAS


Durante alguns anos devotos de Nossa Senhora dos Navegantes participaram no dia 2 de fevereiro de uma celebração junto à gruta na Ilha Pedras Brancas, em Guaíba. Desde 2007, católicos realizam ações e cuidam da gruta voltada para Guaíba.

As celebrações foram interrompidas nos últimos anos em virtude da dificuldade de acesso, mas devem ser retomadas no próximo ano.


Artigo

A gruta na Ilha Pedras Brancas

Valmir Michelon/Jornalista/Fotógrafo


Um dos locais que me chamava a atenção, quando vim morar em Guaíba, era a Ilha Pedras Brancas. Demoraram alguns anos para poder ir até lá, descer e caminhar pelo verde, pelo meio das pedras e nas antigas celas da prisão. Desde então, todos os anos, praticamente todos os meses, visito o local como jornalista para fazer reportagens, fotografar, na promoção de atividades de limpeza ou passeios com estudantes e grupos.

Nestes últimos 15 anos, entrevistei ex-presos políticos, pessoas que ergueram paredes, que trabalharam na prisão como seguranças, pessoas que trabalharam no laboratório da peste suína, entre outros. Ouvi muitas histórias, resgatei fotos e fatos, entre elas a existência de um túmulo no local.

Descobri muita coisa sobre a história da Ilha, grande parte já publicada na Nova Folha Guaibense. Algo sempre me chamou atenção no meio do verde e das pedras: a gruta no meio das rochas, erguida com cimento e pedras. Nas primeiras vezes que fui não consegui identificar quem era santo ou santa, pois o tempo tinha desfigurado a imagem.

Em uma destas visitas, algo estranho tinha ocorrido, percebi que a imagem não estava mais lá. Senti um certo vazio, pois alguém levou ou destruiu algo que marcou a história daquele local, entre a dor e a saudade, e que muitos recorriam a este espaço sagrado.

Na época procurei o Breno Bornhorst e o pároco da época, o padre Laênio Custódio, para tentar identificar pelas fotos quem era o santo ou santa. Ele logo esclareceu a dúvida, que se tratava de Nossa Senhora dos Navegantes. O padre comprou uma nova imagem e fomos lá num sábado pela manhã, mais exatamente, no dia 2 de junho de 2007 e a gruta ganhou uma nova imagem, que foi abençoada pelo padre. Juntos pedimos a benção a todos os que navegam pelo Guaíba e a proteção dela à cidade, uma vez que a gruta está voltada para Guaíba. Uma oração foi feita aos que construíram a capelinha há mais de 60 anos.

De lá para cá, todos os anos voltamos para rezar e celebrar, neste espaço sagrado, que deveremos estar, novamente, neste domingo, 02 de fevereiro.

Uma dúvida ainda fica, quem construiu a imagem. Algum padre preso na ilha durante a ditadura, algum segurança?


*Artigo publicado no jornal Nova Folha





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