• Nova Folha Regional

Walter Galvani

Longe ou perto


C omeçar do zero, depois de anos de acesso, não vale. É covardia e falta de consideração para com todos os que me antecederam nessa rude faina de trabalhador das palavras, que não contaram com os milagres da técnica para simplificá-la e aumentar-lhe o alcance.

Agora é assim mesmo e, como todas as épocas tem a sua mecânica, é “adaptar-se ou sair de cena”. Em nosso caso atual, é tão grande a concorrência, que o simples hesitar, devo ou não tomar essa ou aquela atitude, já abre o espaço para os mais vivos e sagazes, que estão chegando aí com soluções mais modernas e, portanto, eficazes. Sim, é isso mesmo, nem adianta espernear porque, diante do domínio das máquinas sobre os humanos, não há tergiversação possível.

Não pensou sobre isso ainda? Então, vá pensar e só volte aqui com a solução na cabeça. O resto da ação é mera consequência de suas decisões e, olhe lá, que isso já muita concessão.

Atualmente, o que você pretende publicar, já é todo um desdobramento de suas verdadeiras intenções.

Pensando bem, obrigá-lo a ser mais cuidadoso com o que escreve e até que ponto aquilo corresponde ao que efetivamente pensa, já é um senhor desafio, que a velocidade dos tempos modernos o obriga a ter. E manter. Perdendo o trem, perderá a oportunidade de tornar público o seu pensamento sobre as coisas que sucedem a seu redor e longe ou perto, não importa, podem ainda receber um atalho aqui, uma contribuição ali, significar que você está vivo. E, portanto, em condições de participar, partilhar, discutir ou debater o que sucede à sua volta, longe ou perto.

A mudança se deu sem a sua concordância... O que, aliás, não interessa. Antes de começar a bater este artigo, esta singela colaboração, já estaria definido o que interessa e a sua posição, como uma espécie de resultado de uma longa elaboração social, também.

Ah, você também pode se tornar uma espécie de revolucionário e destruir com as armas intelectuais que lhe restam, qualquer desvio. Pense nisso.

Eu falei claramente em “armas intelectuais”, porque aonde estaria sua credibilidade e qual seria o seu alcance, se decidisse, nesse momento de sua vida e carreira, pegar em armas reais e virar revolucionário?... Difícil, não?

Então, quando você parece estar exausto com tanta picaretagem, cansado de tanta exploração, resolver agir, será tarde.

Sente e reinicie seu pensamento. Antigamente reverenciava-se um antigo poeta português que havia cunhado a frase: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”...

E hoje, o que pensa você? Será que, o bom mesmo não seria ter uma alma pequena?...

Coluna publicada em 24 de julho 2020/Walter Galvani

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