Livro resgata as crônicas do jornalista Valdir do Carmo

O último domingo, dia 16 de maio, foi marcado por muita emoção por parte de amigos e familiares do jornalista e professor Valdir do Carmo, falecido em 2013. Neste dia o livro póstumo ‘São Coisas da Vida’ foi entregue para os organizadores da obra que publica crônicas deixadas pelo jornalista e professor.
O lançamento ocorrerá de forma virtual, na terça-feira, 1º de junho, Dia da Imprensa, em plataforma digital e será conduzido pela Editora Palavreado, responsável pela publicação. O livro foi contemplado através de projeto municipal de apoio à Cultura, atendendo requisitos da Lei Aldir Blanc. A obra será disponibilizada ao público, nas bibliotecas de escolas de Guaíba e através da Biblioteca Pública Municipal.


SÃO COISAS DA VIDA: Bem antes de sua marte, Valdir do Carmo já havia confidenciado o desejo de publicar suas crônicas, mas foi em 2019, durante a inauguração da Biblioteca Valdir do Carmo, no IEE Moura e Cunha que o filho, Thiago Cunha dos Santos, entregou para a professora Madalena Padula, o material com as crônicas, para que fosse publicado.

Madalena entrou em contato com representantes da Associação dos Jornalistas Profissionais de Guaíba, Bete Neves e Valmir Michelon, e com o professor Carlos Hees, com experiência em edição de publicações.

Desde então, várias reuniões, organização do material, busca de fotografias, a legalização e a avaliação da viabilidade da publicação, culminaram com a disponibilização de recursos federais através da Lei Aldir Blanc, mediante edital municipal, em outubro de 2020, que visava apoiar projetos culturais no segmento literatura.



SOBRE O LIVRO

“O autor flerta com uma oralidade própria dos textos confessionais - como se nós leitores travássemos um bate-papo despretensioso com ele –, ao mesmo tempo que nos leva a refletir sobre algumas das grandes questões que movem e intrigam a humanidade desde sempre.
A escrita do Valdir nos faz redescobrir paisagens internas e externas que já sabíamos de cor, mas agora envernizadas com o seu olhar de cronista aguçado, atento, até ácido, quando necessário. Como se a letra do Valdir vestisse uma lupa, investigasse o pormenor, a poesia ordinária que nos ronda, porque parece mesmo ser uma marca autoral do Valdir a capacidade de projetar nas paisagens e hábitos de Guaíba, do RS, do Brasil, um testemunho universal, interessado, comovente e autêntico do que é ser irremediavelmente humano.”,
por Guilherme Bica /Editora Palavrado


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