Jorge Cabral

A ética imoral


Existem indivíduos que ocupam cargos públicos que quando aparecem produz uma certa náusea por seus comportamentos asquerosos, pois tomam atitudes contrárias da boa conduta, assim considerada, dentro dos parâmetros do contexto social construtivo edificante e dignificante para a melhoria do ambiente e das pessoas que compõe a sociedade.
São pessoas que ocupam cargos respeitáveis, mas não possuem respeito com o cargo que exercem, estão autorizados, mas não possuem autoridades para o exercício do mesmo. São inconfiáveis pelo seu passado obscuro. Observa-se neles tais práticas com desenvoltura e ausência de pudor e são desprezíveis. O interessante que é comum a presença desses elementos na política, parece ser regra necessária nas relações da divisão do poder.
Utilizam-se tão somente do seu próprio interesse como ideologia, que às vezes os fazem cegos e fanáticos, justificam nas idolatrias e comportamentos esdrúxulos no fascínio da defesa do indefensável. Tal prática se tornou tão corriqueira no meio político que passamos a conviver de modo natural com esses fatos e atos tão desagradáveis na sociedade, como se fosse para nós uma dor fisiológica crônica sem cura, embora sintamos sua presença, no entanto, não sentimos mais a intensidade pela convivência corriqueira e banal deste estado mórbido instalado.
Assim vemos naqueles em que o poder está a se esvair de suas mãos a ânsia de promover em desespero derradeiro atos estertores pela sobrevivência futura, na tentativa da sobrevida como recompensa no favorecimento dos interesses daqueles que permanecerão no poder da mesma laia. São regras éticas de uma convivência espúria, onde o valor moral está limitado apenas em suas estaturas baixas. Promovem espetáculos ridículos acreditando que enganam a população, fingem-se de arautos, mas não passam de impostores guardiões charlatões, como bichos do mimetismo que imitam o que são, cuja finalidade é apenas defenderem-se e outras vezes é atacar, como predadores quem deles, achando ser a cura para o mal, carregam em si o próprio veneno, inoculando ao desavisado como se vacina fosse. Quando isso ocorre, devoram com seus disfarces, de mutantes falsos do bem.
No Brasil existem várias espécies muitas delas localizadas em Brasília O mais comum nos dias de hoje é o Bicho de Pau, ou Cara de Pau, disfarça-se de graveto, no verde, azul e amarelo, balança-se conforme o vento para não quebrar, inclusive, aparenta-se crédulo da moral, ajoelhando-se como o Louva a Deus, mas reza para o diabo.

Jorge Claudio Cabral
-Advogado e Escritor

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