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Jorge Cabral

DIMENSÃO, CONSPIRAÇÃO E TEMPO.

O físico Carl Segan, ao explicar a dimensionalidade, apresentou para melhor compreensão, hipoteticamente a existência de dois planos: A bi e a tri-dimensionalidade. Explicou que se algum morador da tridimensionalidade visitasse o reino da bi-dimensionalidade, não seria percebido antes de aterrisar, pois os indivíduos da bi-dimensão que só conhecem a largura e comprimento, não possuiriam a perspectiva da altura. Assim se o indivíduo da terceira dimensão pousasse, não seria visto por completo, vez que os habitantes de lá, só veriam uma parte dele, a que estivesse somente no plano raso da largura e comprimento, por não possuírem a profundidade e altura.

Deste modo qualquer formulação de conceitos a nosso respeito daqueles indivíduos seria incompleta e obtusa, pois lhes faltariam condições da noção geral e completa sobre o que estariam vendo. Muitos seriam chamados para tecer comentários e pareceres sobre o que estariam vendo, e provavelmente teriam opiniões divergentes entre si. Uns com preocupações em demasias. Outros diriam ser coisa sem importância. Todos errariam por não terem o conhecimento do que estavam vendo, ou pensando ver.

Embora estejamos na terceira dimensão, às vezes a impressão que temos que há indivíduos da bi-dimensionalidade habitando nosso meio. Não conseguem enxergar obviedades, procuram definir conceitos que estão fora de seus alcances, influenciando e induzindo outros em erro, vez que lhes falta altura e profundidade. Falam observando o raso no limite de suas visões, como se isso fosse o suficiente e completa definição. Preenchem no que não conseguem, com suas próprias opiniões distorcidas como a sombra de um cubo. Formadas por conjecturas conspiratórias para chamarem a atenção. Criam falsos alarmes, como único modo de provocar a atenção, geralmente para outros tantos que equivocadamente estão nesta dimensão. A tri-dimensionalidade se a semelha ao tempo, onde o passado o presente e futuro, nos constituem diariamente em nosso modo de existir. Estamos sempre pensando no amanhã, geralmente com base no que foi feito ontem.

O presente é sempre o instante em velocidade constante, para a vida o mais importante, mas rapidamente torna-se passado. O futuro é a ilusão que um dia chegará esse instante. Agora, encerro, em breve ponto final, que já se tornou por um instante presente, recente passado.

Jorge Claudio de Almeida Cabral

Advogado e Escritor

Jorge.cabral@rerra.com.br


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