Hipócritas

Por Jorge Cabral*

Como se fosse Roma incendiando a sociedade se consome nas suas vítimas, e o que resta a fazer o mais rápido possível é tentar apagar o fogo, antes que as chamas nos consomem. Há por incrível que possa parecer, pareceres em acaloradas discussões a respeito do que fazer. Muitos querendo antes de combater o fogo, traçar projetos educacionais de como evitar futuros incêndios. Outros Previnem o passado em vez de remediá-lo.

Combatem ferozmente medidas ortodoxas na utilização dos instrumentos mais eficazes para o presente como se existisse uma fórmula mágica retirando das ruas as causas que produzem o foco da destruição das vidas, em uma solução idealista para o futuro e não realista para presente. Enquanto o futuro torna-se cada vez mais incerto pela consumação. Hipócritas! Disse o filósofo quando observou alguns discursos. Falam mas não fazem o que dizem. Ensinam mas não aprendem e não aplicam para si seus próprios ensinamentos. Vê se agora, poderoso meio de comunicação não insurgir-se quanto o início do futebol no país, embora somente uma delegação tenha apresentado dezenove casos positivos do novo Corona Vírus, pois detém o monopólio televisivo da transmissão comercial, pouco importa agora o discurso do distanciamento social pregado ferozmente nesses últimos meses.

A insistência repetida diariamente em relação a proteção a vida perde o fôlego, passa a valer menos que seu próprios interesses comerciais. Como uma máscara que cai pela verdade maior e não por aquela menor que tinha outro interesse ideológico, que não era a vida humana, mas sim sua própria vida.


Jorge Claudio de Almeida Cabral

Advogado e Escritor


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