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Escola Nestor defende permanência do EJA

Proposta de encerrar modalidade, mobilizou comunidade escolar
A direção da escola estadual Nestor de Moura Jardim é contra o término da modalidade de Ensino de Jovens e Adultos (EJA) - Nível Ensino Médio e solicitam que a decisão seja revista pela 12ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Um abaixo assinado virtual e físico já conta com mais de 1 mil assinaturas. A diretora Adriana Pinheiro Hermannn entende que é um equivoco encerrar as turmas e transferi-las para outra escola, no caso para a escola Cônego Scherer, no parque 35.

"Não há justificativa para que isso aconteça", comentou a diretora durante entrevista concedida juntamente com sua equipe diretiva. A escola alega ser pioneira e referência nesta modalidade do ensino, tem ótima estrutura de ensino, como sala de atendimento para alunos de necessidades especiais, toda salas com ar condicionado e projeção, entre outros.

Ela ressalta que muitos ex-alunos são empresários, lideranças políticas e que recentemente um aluno da EJA com necessidades especiais, que passou no ENEM, cursa a faculdade de Direito. A direção alega também que um aluno que cursa a turma tem esclerose múltipla (com deficiência física-locomotora), sendo assim, precisando estar o mais próximo possível da parada de ônibus.

A direção frisa ainda que além de receber alunos de diversos bairros, a escola recebe estudantes da região. A supervisora escolar Rita Cilene Cunha, que atuou durante o semestre, destaca que a inclusão dos alunos evadidos no cálculo dos índices de reprovações pode acarretar em um impacto negativo significativo no resultado final de desempenho acadêmico das instituições de ensino. Tal prática pode resultar em uma distorção das taxas de reprovação e, por conseguinte, influenciar negativamente a percepção da qualidade do ensino e do desempenho dos alunos.


“Entendemos que não foi feita uma análise técnica correta para fechar o EJA”, disse a diretora Adriana.
A escola foi comunicada do fechamento no dia 18 de julho em reunião na sala de gabinete da coordenadora da 12ª CRE, Claudete Silva de Oliveira, e chefia de Recursos Humanos, Maria Inês de Freitas Focking, e de que as turmas da modalidade EJA do turno da noite serão absorvidas pelo Colégio Estadual Cônego Scherer a partir do segundo semestre de 2023, sob alegação de ser determinação da Secretaria Estadual de Educação.
A direção contesta e revela que esteve na secretaria de Educação e segundo a diretora Adriana foram informados d e que ordem não partiu do Governo do Estado e seria uma iniciativa 12ª CRE. Segundo ela, a alegação que a escola tem baixa procura não confere. “Todos os dias alunos procuram a escola para matriculas.”, destaca a diretora
"Solicitamos que esta demanda seja revista e invertida, visto que esta instituição tem capacidade e excelente estrutura física para absorver as turmas da EJA-Ensino Médio do Colégio Estadual Cônego Scherer. No primeiro semestre de 2023, a nossa escola contava quatro turmas de EJA noturno enquanto a outra escola tinha três”, revela a direção. A Escola Nestor de Moura Jardim foi fundada em 1961. O Mobral em 1986. EJA em 2001. Pioneira na Educação de Jovens e Adultos, atende em média 180 alunos por semestre. Conta atualmente com 33 alunos com necessidades educacionais especiais, 10 deles na EJA. Desde 2015 a escola passou a ter uma Sala de Recursos Tipo 1, com banheiro adaptado, onde atende alunos de várias escolas de Guaíba, coordenada por uma especialista em Educação Especial.

O QUE DIZ A CRE: A coordenadora da 12ª CRE, Claudete Oliveira, alega que não se trata do fechamento do EJA e sim transferência dos alunos para outra escola. “A medida busca atender a politica do governo do Estado na otimização de recursos humanos”, destacou. Segundo ela, existem escolas ainda com problemas de funcionários e professores e a medida busca melhor gerenciamento dos recursos humanos. Ela justifica ainda que os alunos não serão prejudicados pois estão no mesmo zoneamento e parada de ônibus próxima.
Além disse, ressalta que o Cônego Scherer esta em fase de ter ensino integral e receberá melhor estrutura para os alunos do ensino médio e em consequência poderão beneficiar estudantes do EJA. A coordenadora ressalta que a Seduc sugeriu essa transferência e que repassou à direção. ‘ "Sei que houve uma movimentação da escola junto a Seduc e até o momento não veio nenhuma outra orientação. Não somos nós que temos esse poder de decisão, estamos no aguardo da Seduc se seguimos com a orientação que nos foi dada”, comentou.

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