Comer Rezar Amar

Fevereiro! Finalmente acabou o janeiro quente e que parecia não ter fim! E eu fiquei super feliz quando vi a programação da Netflix para esse mês e o primeiro nome que estava lá na lista, com estreia marcada pro primeiro dia do mês, era Comer Rezar Amar, filme do meu livro preferido, protagonizado por ninguém menos que Julia Roberts. Perdi as contas de quantas vezes já li o livro e assisti ao filme. E eu já aproveitei para assistir de novo.
O livro conta a história de Liz, uma escritora que, recém divorciada, resolve fazer uma viagem para se encontrar consigo mesma. No roteiro ela coloca 3 países que começam com a letra I: Itália, Índia e Indonésia.
No primeiro país, além do idioma italiano, ela desvenda os prazeres da vida: apreciar a boa gastronomia sem culpa, levar a vida de uma maneira mais leve e lenta, o prazer de não fazer nada (que os italianos chamam de Dolce far niente). Lá ela vive experiências como torcer por um clube de futebol, tomar um bom sorvete, comer pizza e macarronada, fazer refeição na companhia de bons amigos.
O segundo país visitado por Liz é a Índia, onde ela aprende a importância de se conectar com a sua espiritualidade, meditar, perdoar a si mesma, através dos fantasmas do passado que residem no seu coração e na sua cabeça. Lá ela aprende a silenciar a mente diante da barulheira que nossos pensamentos costumam fazer todos os dias.
E por fim, ela vai pra Indonésia. Em Bali ela também faz bons amigos, como nos outros lugares que passou. Lá ela conhece o equilíbrio que existe em uma vida com espiritualidade e com prazeres. Na Indonésia ela se permite viver um novo relacionamento amoroso porque entende que está equilibrada para viver esse momento, em vez de achar que não merece ou que desta vez também vai dar errado, como entende que aconteceu nas anteriores. Neste último destino ela aprende que pode viver com amor e alegria quando este tripé entre físico, mental e espiritual está equilibrado. E para mim essa é a maior lição dessa obra.
Esse livro não me motiva a questionar o que há de errado na minha vida o tempo todo e sair pelo mundo para me reencontrar, mas me mostra a importância de nos permitirmos sentir prazeres no dia a dia, de encontrarmos momentos de lazer quando a vida nos sufoca de tanto trabalho e estudo. E fazer isso sem culpa. Mostra que muitas vezes precisamos silenciar nossa mente, que é tagarela demais, para que possamos centrar nossos pensamentos e emoções para enxergar as coisas com mais clareza. E mostra principalmente o quanto o equilíbrio é importante para sentirmos paz e vivermos de maneira tranquila. Eu entendo que a vida é essa eterna busca por equilíbrio, mas podemos fazer com que essa caminhada seja prazerosa. Comer, rezar e amar nos ajudam nisso, com toda a certeza.
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