API critica a demora da prefeitura em receber doação



Enquanto a prefeitura aluga prédios para atender crianças de 0 a 6 anos e compra vagas em escolas particulares, deixa de atender cerca de 500 em virtude a burocracia que tem travado a doação de prédio para a prefeitura. O prédio da Associação de Proteção à Infância(API) necessita de reformas é avaliado em R$ 5 milhões,segundo a API. O processo de doação vem da gestão anterior e segue nesta. “Toda semana ligo para a prefeitura e já não me atendem mais” queixa-se Carliana Uranga, presidente da API."Não vou procurar mais a prefeitura e iremos fazer uma abraço simbólico no dia 24" , complementou.
A área de dois mil metros quadrados pertence a família do ex-prefeito João Jardim, falecido no ano passado. Segundo ela, o ex-prefeito, ainda em vida esteve com o prefeito José Sperotto manifestando o desejo da doação . A direção da API também manteve contato com atual gestão, mas a minuta da doação não foi ainda apresentada para a Câmara de Vereadores.
O prédio erguido em 1938 para cursos, atende desde 1969 crianças. No espaço é gerenciado pela API, desde 2009 funciona a escola Vovó Flor. Em virtude aos problemas estruturais, desde 2018, as crianças estão sendo atendidas em dois locais alugados. Buscando chamar atenção para a realidade, a API realiza um abraço simbólico ao prédio no dia 24 de novembro, às 17h30min."Vamos convidar pais, ex-funcionários para o abraço simbólico", comentou.
A API quer doar o terreno para o município mas exige que o prédio será destinado para área da Educação e que seja aberto no próximo ano.
PREFEITURA: Segundo nota da prefeitura, um dos comprometimentos do município na assinatura do termo é o início do ano letivo em fevereiro de 2022. Porém, o departamento técnico da prefeitura apontou a necessidade de se realizar obras de reforma em todo o prédio, que sem elas inviabiliza a utilização. "Aguardamos do departamento técnico o projeto da reforma para saber o tempo e os recursos necessários para a execução", diz a nota.

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