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Segunda-feira, 15 de Julho de 2024
odonto macedo
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Jorge Cabral

Surrea II

Hoje  é comum  utilizarmos  a expressão  surreal  para   definir   condutas e posturas   aceitas  como  normais

Jorge Cabral
Por Jorge Cabral
Surrea II
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SURREAL  II   
        
Em   outra oportunidade  já   utilizei a expressão surreal  em  sua  conceituação usual  atribuída ao poeta francês Guillaime  Apollinaire, para designar tudo aquilo que estaria fora do padrão da realidade  que todos nós estamos acostumados a ver. Assim, toda manifestação  estranha, absurda, bizarra  fora da estética comum, seria surreal, pois   provocaria  estranheza, portanto  fora da realidade. As obras tinham como finalidade a transgressão da verdade, subvertendo as normas da razão, forçava o  contraditório,  a divergência,  bem como a  incongruência e  a esquisitice.  Hoje  é comum  utilizarmos  a expressão  surreal  para   definir   condutas e posturas   aceitas  como  normais,  mas que fere a moral dentro  de um  padrão  de comportamento social. Tal permissividade  ou  licenciosidade   de modo abrangente,  via de regra    comum, tem  vindo como  origem   do  próprio  poder   dominante, que  atrela   aos seus interesses mudanças de regras.  Principalmente  nas  leis  e decisões judiciais   que  acolhem  de certo  modo   em beneficio  ao   “ establishment”,  ou seja a ordem ideológica ou  de interesses   para se manterem  no  poder e     cargos  que ocupam.   
Razão  de  assistirmos a disputa  eleitoral   dos  Estados Unidos  da América do Norte,  talvez  a mais  bizarra   já  realizada  sob o  ponto de vista   histórico.    Abstraindo    a ideologia    dos     maiores  partidos  políticos   americanos   da maior   democracia  mundial,  vê-se candidatos  que  chegam a provocar  de modo caricatural, condutas em  comportamentos  surreais  contraditórios   ao extremo.   Enquanto   um  tem  por  hábito   apertar  a mão  a um  espaço  vazio, onde  acha  que  existe  em seu  imaginário alguém ali naquele momento lhe cumprimentando ,  outro obriga   a quem   lhe dá  a mão,  suportar  excessivamente  em tempo  longo um movimento demasiadamente  ríspido e grosseiro,  impondo uma espécie de opressão  simbólica da  sua personalidade.  Embora sejam comportamentos  opostos,  não  há  como  negar  a fragilidade  de uma sociedade  carente de liderança.  
Líderes  com prazos de validades  ultrapassadas,  movidos pela imposição da necessidade  da manipulação pela classe dominante,  explicado pelo   ditado “  Se não tem  tu  vai  tu  mesmo”, ante a ausência de outro. Ou ainda  pela ambição da  vaidade individual. Ou  ainda, tentando,  eleger-se novamente impondo estilo que lembra  ditadores de outrora.  No  meio de tudo  isso, sobressai  de seus currículos  pessoais, acusações, processos judiciais, escândalos familiares,  comportamentos   duvidosos  quanto  suas efetivas  intenções.  Motivos que talvez fossem  suficientes   para barrar   candidatos   à   vaga  de empregos  em seus  próprios  países. Mas é a tendência mundial,  como  houvera  em  outros países no  passado, candidatos vencedores  que apoiaram  a ditadura em  plena democracia. Assim  como  em  outras ocasiões  elegeram  condenados  em  processos criminais. 

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