>A CMPC interrompe produção na Linha 2

A CMPC interrompe produção na Linha 2

Parada nas atividades

A CMPC vai interromper a produção na fábrica de Guaíba até 11 de novembro. Em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta sexta-feira, o presidente da empresa, Walter Lídio Nunes, tranquilizou a população de Guaíba dizendo que os trabalhadores não serão afetados.

“Os empregos serão mantidos. Não teremos redução, apenas alguns reordenamentos de atividades, sobretudo para revisões. Não haverá férias coletivas. Também vamos manter todos os contatos com fornecedores, até porque são contratos de longo prazo. O nosso impacto é que, nesse período, vamos exportar menos, mas daremos essa parada para que seja feita a recuperação total e, assim, voltar com toda a capacidade”, explicou.

A medida ainda é reflexo dos danos gerados em um acidente em uma caldeira em fevereiro. Na ocasião, a fábrica parou por 38 dias. A interrupção neste período significa redução de 600 mil toneladas na produção de celulose na unidade, uma perda estimada em US$ 200 milhões, quase a metade do previsto para 2017.

Em seguida você confere na íntegra a nota emitida pela empresa

 “NOTA À IMPRENSA

A CMPC Celulose Riograndense informa que, durante a parada geral de manutenção realizada no mês de julho, foram executadas inspeções adicionais em vários pontos da caldeira de recuperação da Linha 2. Esta inspeção adicional é uma ação decorrente do evento ocorrido em fevereiro deste ano e que gerou, na ocasião, uma parada de produção de 38 dias.

Com os dados da inspeção adicional, surgiram duas opções: operar a Celulose Riograndense de forma reduzida ou efetuar um plano de troca de partes de tubos da caldeira para retomar a capacidade nominal ou até superá-la. Com o objetivo de retomar a capacidade plena, optou-se pela segunda alternativa.

Para implementar esta definição, foi feito um planejamento que implicou em estender a parada até o dia 11 de novembro de 2017.

Por ser um fato relevante, a CMPC oficializou a decisão junto à bolsa de valores do Chile e informou o seu efeito econômico, estimado em U$ 200 milhões, dano coberto pelo seguro contratado pela empresa.

Durante o período em que a Linha 2 ficará parada, as demais operações industriais - Linha 1,com capacidade produtiva de 450 mil ton/ano, as plantas químicas e a fábrica de papel que produz 60 mil ton/ano - permanecerão operando nas suas capacidades nominais.

Em resposta à preocupação manifestada  por setores da sociedade, a empresa informa que manterá suas atividades nas diversas áreas conservando os seus contratos com fornecedores vigentes, apenas ajustando o planejamento das atividades, o que não impactará em demissões ou redução do quadro de pessoal próprio ou de terceiros.”

 

Na foto, Walter Lídio Nunes, Presidente da empresa.