Walter Galvani

VIVENDO E APRENDENDO

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Quando a gente escreve uma crônica, faz antes o que eu costumo denominar, o “vôo da gaivota”. Ou seja, fica lá em cima, fazendo voltas e voltas em busca do assunto até que mergulha e pega o tema no bico... Bem, isso é o que faz a gaivota com seu “almoço”. E o cronista com o seu. Às vezes fica complicado, porque a gente gira, gira e não enxerga de jeito nenhum o “peixe” e assim vai passando o tempo, até que o Guima Beinecke telefona e diz: “Como é, seu Galvani? E a crônica?” Bem, aí é preciso desová-la porque chegou a hora e o jornal não vai ficar esperando...

É assim com todos, o que muito nos honra, porque todos os editores fizeram isso com o Carlos Drummond de Andrade, Nelson Rodrigues ou, Luis Fernando Verissimo ou o Mario Quintana ou qualquer pequeninho do setor...

Não tem santo, nem deus. É o horário, e pronto. A página do jornal ou revista tem que ir para a impressão, e não pode ficar esperando, indefinidamente. Então, o jeito, é correr “atrás da máquina”.

Se o dia da impressão da “Nova Folha Guaibense” é, por exemplo, 22 de setembro,dá pelo menos, se os buracos das ruas da cidade não o puxarem mais uma vez para o abismo da eternidade que os mantém insepultos por desídia ou incapacidade administrativa, pescar na História para lembrar que, nesse dia, em 1811, chegou a primeira tipografia ao Brasil, vinda de Lisboa com a corte de Dom João VI, o que propiciou logo a impressão de livros e a edição do primeiro jornal. É uma data para festejar. Manda a verdade histórica que se faça justiça dizendo que nas Missões jesuíticas, portanto nos anos setecentos, já havia impressão. Mas, a chegada da corte portuguesa com todo o seu aparato e grana, deu para a gente ficar agora a relembrar e comemorar, afinal de contas era a consolidação da língua portuguesa entre nós, hoje quase todos falamos e escrevemos em português, não é mesmo? (Eu disse “quase todos”, não se assustem...)

Pois então, já que continua faltando luz e vergonha na cara aqui no Brasil e o preço da comida continua subindo descaradamente, enquanto os salários derrapam e a situação vai a passo de tartaruga na beira do mar, para onde, aliás, foram quase todos e agora passam a maior parte dos fins de semana dentro dos seus automóveis, enfileirados nas estradas, ou correndo pelo acostamento das rodovias, como se fossem criminosos (e são...) fugindo da Polícia, então, o jeito é descobrir alguma coisa digna para assinalar.

Viram como é dura a vida do cronista? Já se disse tudo sobre tudo, faltou dizer algumas verdades, mas o jeito é tocar para a frente. Então, para que o Guima não me venha puxar as orelhas e dizer (“poxa, outra vez este assunto?”) fujo dele, (do assunto, não do Guima) e encaminho tranquilamente a minha confissão semanal, aproveitando para citar Fernando Pessoa (“tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”...) e assim me safo da obrigação e do sarrafo...

Pra esquecer...

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Lendo as opiniões que os jornais publicam hoje, até parece que estamos no dia primeiro de setembro de 1939 e não um século e uma guerra mais tarde, em 2017.

É possível até escutar-se o trotar dos canhões, esquecendo tudo o que se passou e o preço que pagamos pela nossa santa ignorância. A gente escuta tantas barbaridades, ouve falar em tantas atrocidades, que nem parece que a humanidade passou pelo que passou, de 39 a 45, quando o horripilante regime nazista tentou se impor. E foi assim mesmo, no silêncio da madrugada, que as tropas de Hitler se puseram em marcha rumo à Polônia e ao mundo. 

Foram esmagando o que encontraram pela frente, passando o recado de sua surpresa e sua superioridade. Era a primeira “blitz krieg”, com que assinalaram o inesperado também como uma arma, com a qual iriam dizimar dali pra frente os povos que iam conquistando.

Pegaram a todos despreparados e incrédulos, enquanto transmitiam o som de suas botas, o clique de suas armas sendo engatilhadas e o exemplo e a devoção ao chefe Hitler e à cruz suástica, os símbolos do nazismo e das crenças de superioridade racial.

Quase chegaram aqui, aliás diz-se que chegaram sim, que estiveram aí por Tramandaí alojados, preparando um golpe no lado de cá do Atlântico, afundaram alguns navios pelo caminho e se infiltraram em muitas comunidades gaúchas.

Muitas cidades que foram além da simples simpatia e da integração nacional com os simpáticos e organizados loiros, tão bem falantes do alemão. Foram se instalando por aí.  

Tudo começou naquele primeiro dia de setembro. E felizmente, havia também muitos brasileiros atentos ao que sucedia, caso contrário estaríamos hoje todos desfilando perante a suástica com o braço erguido...

Passou aquele setembro, passaram outros setembros e em 45, muitos foram os gaúchos que ajudaram a hastear o pavilhão verde-e-amarelo, no Reichstag, seis anos depois. Mas, com o custo de tantas vidas. fora nazistas, fora hitleristas. Adeus pra nunca mais.

A noite do quebra-quebra

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Uma das minhas funções aqui, como cronista do que acontece e do que não acontece, é procurar muitas vezes o enlace dos fatos sucedidos com as lições que o mundo dá, tantas vezes esquecidas e atiradas para o fundo dos palcos da História. E ali ficam, perdidas, até que um fato novo às faça renascer. Em muitas oportunidades, inutilmente. Trapos que são de coisas que a Humanidade viveu e nada aprendeu.

Se eu pudesse pintava num muro bem grande: “Cuidado com isso ou aquilo!”

Assim sendo, o dia 18 de agosto é uma data que deve ser respeitada e lembrada sempre como algo fora do comum. É a “Noite (ou dia, não importa!) do Quebra-Quebra!”

Aconteceu bem aqui, em nosso nariz, e o Rio Grande que tem tantos Galvani, Sartori, Heissmann, Schmitz, Regner ou algo assim, naquele dia levantou-se para destruir o patrimônio alheio, agredir e derrubar o que pudesse que trouxesse um sobrenome italiano ou alemão.

Estávamos em plena II Guerra Mundial e os bens dos que tivessem tal característica de batismo, fossem particulares ou de firmas, como Bromberg, Englert, Piantoni ou Nielssen foram destruídos e seus proprietários atingidos nas propriedades ou no renome. A população das grandes cidades saiu às ruas e, especialmente de Porto Alegre, quebrou o que achou pela frente, inclusive Guaspari ou Renner.

Depois o Estado e as prefeituras ficaram pagando as indenizações... E as pessoas, aos poucos, retomaram seus negócios. Mas o dia 18 de agosto de 1942 ficou assim marcado pela ignorância e a falta de ação das autoridades.

Era um dia como hoje. Como outro qualquer. Queríamos derrotar aqui, as forças do Eixo Roma-Berlim...

Palmas ao Papai

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Se não fosse a absoluta impossibilidade aqui no Rio Grande do Sul, de aliar na mesma reação, gremistas e colorados, eu poderia escrever que a melhor maneira de definir o que nos reserva o fim-de-semana, seria escrever que é a festa do “Papai é o maior”. Mas, acontece que este grande “hit” carnavalesco, tocado até o esgotamento em todos os carnavais, desde os anos cinquenta se transformou numa espécie de insubstituível hino do S.C.Internacional.

Assim sendo, não desce na goela dos gremistas, que se constituem inegavelmente na outra metade da sociedade gaúcha, talvez com dois ou três por cento de torcedores de outros clubes e portanto, fica difícil fazer esta divisão acreditando ou pensando numa unanimidade que não existe, nem em bailes de carnaval...

Portanto, os papais devem se resignar a serem invocados em todos os momentos, menos com esse hino consagrador que os igualaria a todos, sob o mesmo uniforme e a mesma paixão clubística. Não dá.

Mas, sabemos todos que Papai é o maior mesmo, no íntimo do circuito familiar e que a capacidade de doação dos pais, terá uma resposta à altura nesse domingo, porque não tem filho que não tenha esta visão ou pelo menos esse sonho, se por acaso ou azar não estiver com um bom pai ou não souber onde anda ele. Que isso é possível e uma tristeza nos afoga nesse momento em que tanta festa e reconhecimento passa por cima dos pequenos tropeços ou dos grandes enganos.

Então, ignorando a exploração publicitária ou os exageros naturais ou virtuais, é hora de propagar o mesmo grito de guerra e esquecendo as diferenças esportivas, recordar o quanto é importante viver esse pedaço de vida e torcer para quando chegue a vez de cada um, poder repetir este papel maravilhoso. Palmas para os papais. Para os que dão ou deram certo e para os que pelo menos tentaram. É sagrado demais para manter alguma dúvida.  

A popularização da gilhotina

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Este dia 28 de julho é sem paralelo na História: é que um invento germânico da Idade Media foi adotado na Franca e num dia como este, que assinalava um cálido verão parisiense, em 1794, foram levados a guilhotina, Robespierre e outros 19 revolucionários, numa demonstração pratica da eficiência da máquina que, com seu nome traduzido e incorporado à língua local, alcançou repercussão mundial.

Eis uma forma radical de cortar cabeças e extinguir reações, adotada num país que era o símbolo da cultura e da aventura humana e, portanto, acabou sendo copiada pelo mundo afora.

Robespierre não foi o primeiro a ser levado à decapitação pela máquina aperfeiçoada pelos franceses e por um tal de Dr. Guillotin, mas, sem dúvida em 1794 era o político mais famoso a ser silenciado por este método capital.

Festejamos anualmente, junto com os franceses o dia 14 de julho, e sonhamos com “liberte, egalite e fraternite”, mas aguardamos pela concretização das “esperanças e promessas do ano novo”, como me escreve meu editor, mas nem pensamos nesse 28 de julho, em que tantas cabeças rolaram.

E nem temos tempo para reparar que a guerra de 14, a chamada “Grande Guerra” (por falta de uma maior até então...) começou a 28 de julho ou a morte de um cidadão brasileiro apelidado “Lampião, o Rei do Cangaço” em 1938, neste mesmo dia.

Mas, a guilhotina permaneceu definitivamente incorporada ao nosso léxico, significando um corte brutal nas aspirações e pensamentos ou sonhos de mudança, progresso e liberdade, seja lá que for.

Todo o dia nascem e morrem cidadãos ilustres que vão servir de farol e guia para o resto da Humanidade, como Cyrano de Bergerac ou o compositor Vivaldi ou Johan Sebastian Bach, mas nada é tão próximo, efetivo e prático... como a Guilhotina.

Que lição!

A quanto pode chegar a alma humana em sua crueldade e desfaçatez, em sua marcha determinada para os fins políticos.

E não é o que se vê, diariamente exposto nos noticiários de rádio e teve?

E assim, vamos levando.

Com o pensamento voltado para fins imediatos ou resultados práticos, deparando com o noticiário quase irreal, mas verdadeiro, da relação das atrocidades que os humanos são capazes de cometer com seus parceiros.

Aos poucos, estas monstruosidades vão sendo de tal forma vulgarizadas que passamos por cima deste tipo de noticiário e sequer franzimos o cenho, diante do registro delas.

E como a guilhotina. Qualquer dia desses, uma nação qualquer resolve retomar o sistema que fez da decapitação uma arte, aperfeiçoando o tempo de agonia e fazendo rolar para uma cesta, a cabeça dos que discordavam de quem tinha o poder em mãos.

Assim fica difícil sonhar com os ideais de 1789.

O controle mental e o dólar...

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Paro diante da tela branca e muda do meu computador, como tanta gente o faz numa manhã como a de hoje, e fico esperando que minha mente tenha adquirido, por milagre operacional dela e por conveniência minha, capacidade de operar sem a intervenção dos meus dedos. Ao mesmo tempo imagino como será o mundo (espero chegar lá...) quando uma decisão terá que ser muito bem pensada e repensada, quando isso vier a acontecer, para que o mundo não se transforme numa balbúrdia sem fim.
Isso porque, decidir o que interessa mesmo para Canoas e toda essa imensa região metropolitana, emitir uma opinião sensata e só usar este termo que usei (“balbúrdia”), se não houver outro remédio mais exato e prático na língua portuguesa, e recorrer à esta ou outra construção, sempre pensando no bem dos nossos leitores, porque assim o determina nosso contrato com a realidade.
Falar nisso, quantas vezes nos desviamos do bom senso e voamos, mesmo com as asas quebradas, dispostos a tudo para uma boa comunicação?
Mesmo quando ficamos sabendo que num dia como hoje, o Alaska inteiro foi comprado por um milhão e mais alguns dólares, pelos americanos? Aí fica difícil, fazermos a comparação de épocas e raciocinar em termos realísticos sobre o que foi, o que é e o que pudera ter sido. Mas, esse é o custo de uma intervenção diária na realidade que no segundo seguinte vira História, com H maiúsculo.
Essa é a realidade em que vivemos. Muitas vezes, mal fechamos a edição de hoje da “Nova Folha Guaibense” e já nos defrontamos com algo que nos chega e mexe com nossas decisões e por vezes até com as nossas convicções. Esse é o mundo que nos tocou viver e na certa nele não caberia uma barbada como essa de “comprar o Alaska” e nem uma miserável lasca dele, por “um punhado de dólares”...
Chega-se a estranhar, com toda a razão para o espanto, quando ilustres conselheiros das contas alheias, são simplesmente presos nesse Brasil surpreendente de “Lava-a-jato”, quando (e onde) estávamos acostumados para procedimentos de velocidade tartarugal. Ou misteriosamente secretos ou nem isso.
Tanta é a lentidão histórica que passamos a desejar uma velocidade improvável, sob o comando de um controle mental que necessitaria de supermaquinismos de administração. Nossas mentes teriam (ou terão algum dia?) essa capacidade?
Tememos que sim e até esperamos que não. Até pelo custo das indenizações, que pagaremos todos em nome do Estado, pelos erros que venham a ser cometidos, na pressa de sermos bem vistos e aplaudidos, quando os efeitos se tornarem públicos.
Assim é o mundo a que estamos submetidos e a culpa não é de ninguém... Talvez um pouquinho de arrogância com pitadas de orgulho e ignorância. Nada grave...
Enquanto isso, o dólar passeia pelos ares, não possivelmente a preços que nos possibilitem a compra do Alaska...

Um convite à leitura

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Por favor, leitor amigo, me acompanhe e mergulhe na leitura dessas poucas linhas, sem o risco de cair no charco das nojeiras que hoje se acumulam nas ofertas do dia a dia. É simples, sem nenhum risco, sem artifícios ou estratagemas, não falaremos aqui nessas coisas que agora andam na cabeça de todos, desde apelidos carinhosos de altos funcionários que atendem pela alcunha de “angorás” até tropeços propositais ou não de quem teria que lutar acima de tudo e de todos pela preservação dos meios éticos do país, talvez para mostrar que são todos iguais ou que todos tem os pés na terra.

Ao contrário, queremos só gente limpa e honesta, interesses sempre coletivos, nada de coisas pessoais, vantagens, e isso é possível sim, embora muitos achem isso difícil.

Profissionais dedicados, que começam ou continuam carreiras, marcadas pelo sacrifício pessoal, pela compreensão  das difi culdades de todos e pela aceitação dos problemas.

Nada de presentinhos secretos ou nomeações espalhafatosas, patrocínios misteriosos.

Lava-jatos, delações, liminares, propinas, obstrução na Justiça, enfim todo esse vocabulário que predomina em nossa história recente.

Queremos o arquivamento de todos esses assuntos.

Trinta e alguns graus, milhões de reais, contenção de despesas, esses são os temas que nos interessam.

Ilusão? O Brasil não tem mais jeito? É o que não queremos mais ler nem ouvir.

Se você acredita em sua própria honestidade, confie na dos demais também.

Esse é o único caminho válido e nunca mais pense naquilo que, durante tanto tempo orientou o procedimento dessa sociedade em que vivemos: Vá fazendo o que lhe der na cabeça, que no final tudo se ajeita.

Pois não se ajeita não.

O que acabou de vez no Brasil, isso sim, é a ideia de que todos são trouxas e que ali adiante será possível uma solução mágica.

Se eu não consegui seduzi-lo com a propaganda da honestidade é porque então o único jeito é emigrar. Mas... escolha bem para onde fará sua fuga... Caso contrário, tudo será inútil, pois o que se ouve dizer é que o país inteiro ferve e pode explodir a qualquer momento. Não é só no Espírito Santo... 

                                      

 

Nossa propriedade, saudade

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Tomem nota da data: 30 de janeiro, esta segunda-feira. É o Dia da Saudade, e, embora não haja nenhuma programação especial, nem aqui no Brasil, nem em Portugal, saibam todos que essa referência virem, que é o “Dia da Saudade”.
Não, nada de coroa de flores, nem cemitérios, é em seu sentido amplo e isso quer dizer muito amor e dor. A certeza de uma ausência, que poderia e deveria ser presença.
Mas, é, sobretudo, a palavra que só existe na língua portuguesa. Não adianta procurar, alguns dizem que existe algo parecido em tcheco ou polonês, em polonês seria algo como “tesknota”, será mesmo?- mas disso nunca tive prova provada.
É língua portuguesa, e pronto. Sim, os habitantes de Portugal e do Brasil, e das antigas colônias portuguesas não tem dificuldades em compreendê-la e usá-la e até provérbios nos garantem que quando não sabemos bem o valor de certas coisas, precisamos perdê-las para ver “o quanto dói uma saudade”. Tudo isso é verdade e esse nosso querido vocábulo hoje percorre o mundo, e quando os falantes de outras línguas, como o inglês, por exemplo, querem citá-la ou o sentimento que ela identifica, tem que colocá-la entre aspas e lembrar que em suas manifestações nacionais ou regionais, ela não existe. Sim, na Galícia. Os galegos. Meio lusitanos pelo menos pela vizinhança.
O mais que podem fazer é usá-la e dizer assim, meio constrangidos, “como dizem os brasileiros, isso é saudade!”
Temos aqui saudades das coisas boas e das ruins. Dos bons governos, dos bons tempos, dos bons jogadores de futebol, de algumas namoradas (os) do passado, dos pais que já morreram, de algum filho ou neto, de alguém que perdemos, dos momentos inesquecíveis que passamos em Paris ou Buenos Aires, quem sabe no Rio ou na Bahia, dos carnavais passados ou de quando éramos jovens.
Pois é, mas de tanto necessitarmos de expressar sentimentos e pensamentos como esse, acabamos por escolher uma data e estabelecer que ela é agora o Dia da Saudade.
Isso vale para as pequenas e para as grandes cidades, para os ricos e para os remediados, para os pobres e para os milionários. Para os velhos e para os jovens, mas para todos mesmo. Para os padres e para as dançarinas, para os jogadores de futebol e para os escritores.
E se você duvida, me escreva, que vou lhe mostrar em meia dúzia de linhas, o quanto dói uma saudade.
Olhe para um amanhecer ou para um crepúsculo, para um rio ou para o mar, para uma foto ou escute uma música. Releia um antigo livro ou vá à missa de domingo. 
Não tem onde, nem como escapar. Então aproveite este dia 30 de janeiro, segunda-feira, é o Dia da Saudade.